O Cara Mais Underground Que Eu Conheço É o Diabo

Controverso, anárquico, sexual, amigável, literário, poético, panfletário, expressivo, imagético, delicioso com aroma de chocolate, tem brilho dourado quando bate o sol e dá um excelente sumo de fruta!!

sábado, dezembro 09, 2006

Porque estive qual pita a ver os «Piratas das Caraíbas»...

A História que hoje vos deixo é sobre o Inglês Voador:

Um capitão implacável queria atravessar o Cabo da Boa Esperança sob uma tempestade terrível, garantindo que o passava fosse como fosse.
Reza a lenda que a tripulação apavorada rogou ao capitão que mudasse de rumo. O apelo não foi ouvido pelo capitão, que matou um dos seus subordinados para provar até que ponto iria a sua vontade.

O crime despolotou a ira divina, que se abateu sobre o barco como uma profecia. O Holandês Voador navegaria pelos 7 mares como um fantasma, levando a morte àqueles de quem se aproximasse sem poder voltar a terra.

É uma boa metáfora para os terrores dos marinheiros, aos quais o sol inclemente reflectido no oceano e meses de carne apodrecida deveria certamente torrar os miolos. Um barco fantasma com um capitão cruel - pessoalmente, imagino-o ruivo e vermelho no rosto, das latitudes meridionais.


Também gostei muito da versão «polvo» dos piratas das Caraíbas, acho que foram as criaturas maléficas mais bem esgalhadas que vi num filme da Disney até hoje. Aqueles híbridos de pessoa e molusco, com estrelas do mar e musgo na cara (há um que até tem meio leme enterrado nas costas) estão tão bem construídos que até acredito que tenham existido um dia. Falo a sério. Devem ter sido extintos com a poluição.

O resto do filme é tão credível quanto qualquer filme da disney: tem três actores bonzões para as pitas e uma actriz boazona e valente ma non troppo que é para os putos se sentirem homens quando ela desmaia.

quinta-feira, agosto 31, 2006

Tou Morrendo de Calor!

As temperaturas nos últimos dias têm subido. A cidade de Lisboa, onde moro, sofre esta semana com uns mui calientes 30º tornando as suas ruas um verdadeiro inferno. “Rio, 40 graus”, cantava Fernanda Abreu.

Lisboa, 30 graus também não é nada fácil e, infelizmente, não dispomos de uma Copacabana ou Baía de Guanabara para descomprimir. Resta-nos Carcavelos, dos arrastões imaginários, ou a sempreterna Costa da Caparica, com a sua curiosa (e insalubre) decoração à base de latas vazias.

domingo, agosto 20, 2006

A tentação do Bem
Todorov





Um grande autor reconhece-se pelas suas grandes frases.

Embora a vida não me trate com amor
Eu não me canso de viver
Não me canso de querer
Ser da vida vivedor...


- Mestre Ambrósio

Verão a meio, vida do início.

Um trabalho novo, que olha a direito para o sol, no sopé da encosta lisboeta (há quem queria pôr Lisboa no Guiness como a cidade mais cantada mas eu acho que ela perde aos pontos para o Rio, ou mesmo Babilónia).
Dado que as ruas da baixa me guardam os sonhos desde pequena espero um futuro mais cheiroso.

Um espinho no pé e a cabeça erguida.

Se há algo que posso concluir neste meio-pró-final de ano é que não vale de nada acreditar em frases de efeito.

quarta-feira, julho 19, 2006

Eu gostava da Pomba Gira.



Para o candomblé tradicional (...)Pomba-Gira não é nada além de um espírito que desencarnou, levando para o “além túmulo” seus vícios (...) adquiridos durante sua estada em nosso planeta.
Pompa–Gira é uma invenção carioca, uma versão pornográfica, segundo a antropóloga Monique Augras, do culto das “Iyá Mi”.


Embora não tendo eu nenhum pendor religioso sou um tanto ou quanto supersticiosa. Comunque, quando estive em Olinda há 4 anos atrás, trouxe uma Pomba Gira para mim - uma estátua linda, escarlate, com duas cabeças, uma de homem e outra de mulher.

No entanto, um ano depois da minha feliz aquisição, dou com isto na televisão:

Linda Reis



A Linda Reis é a responsável pelo aumento do meu descrédito pela humanidade.

quinta-feira, julho 13, 2006


But don't forget the songs that made you cry
And the songs that saved your life

The Smiths

A propósito dos filmes e das músicas que se intrometem na tua vida como enviados do Destino, eu tinha a intenção de escrever sobre o 2046.
Queria escrever sobre este filme porque o actor é lindíssimo e porque em determinada fase da vida eu já não acreditava no amor.

Não que o filme me tivesse dado esperança alguma.
A verdade é que qualquer desgosto amoroso é refresco, se envolve um escritor charmoso, muitos boleros e boates glamourosas onde as mulheres usam vestidos chineses de se babar.


Eu queria ter escrito sobre este filme, da sua sensibilidade fria, mas certo advento da vida normal me encheu de fúrias e agora não consigo sequer tentar ser poética, ou estimulante.

quarta-feira, julho 12, 2006

CANASTRÃO DA SEMANA

Io sono Fred del whiskey facile
Sono criticabili ma si bevo cosí...




A pinta de galã mafioso era mesmo para ser assim - ele só fala de mulheres, whiskey e máfia. Gosto especialmente da música em que diz à incauta transeunte que se não o beija perde uma oportunidade fantástica... Enfim, o que devia ser o homem italiano nos anos 40!



E a pérola do final, duas coxinhas peludas (mmm.... sexy :|)

terça-feira, julho 11, 2006

Depois do mapa dos sítios onde fui (que é um bocado desanimador), o mapa dos sítios onde quero ir.

É de ressaltar o curto espaço que a Europa ocupa. Os países de Leste são os que me despertam mais curiosidade, mas isso advém dum certo misticismo infantil (da autora e não da Ana Silêncio - a Ana Silêncio só quer ir lá porque viu no YouTube um bósnio a cantar kuduro). De resto, devo confessar que a Alemanha e a França sempre me pareceram demasiado semelhantes. As ruas ordenadas e limpas, os semblantes pálidos e altos dos naturais mais os cafés de pita shoarma.

Na África são certamente mais os países que desejo visitar - acontece apenas que às vezes não lhes associo os nomes às "caras". Também penso mais em sol e mar do que propriamente em enormes extensões de terra batida e quente. O interior faz-me claustrofóbica, deve ser de estar tão acostumada aos açoites ventosos deste Atlântico Norte que nos banha.


A América do Sul está toda à minha espera. Abre-me os braços com as suas cordilheiras, os seus Pan Pipes Moods, a cocaína, os índios, a Amazónia, a Patagónia, o Garcia Marquez e as agitações políticas relativamente controladas (if I wanted some real action should move to Palestine... but I don't think so!)

Espero encontar na Oceania muito mar azul, corais e peixinhos coloridos e venenosos. Alguns cangurus e koalas e australianos surfistas.

E todas as ilhotas paradisíacas onde corram onças e nadem tubarões...



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